Interface Humana Holográfica e as fronteiras da realidade
5 November, 2008 – 6:59 amA rede de TV americana CNN apresentou uma nova tecnologia ao cobrir as eleições. No estúdio do CNN Election Center, o âncora Wolf Blitzer convocou a repórter Jessica Yellin diretamente de Chicago, mas ao invés de mostrar a imagem de Jessica em um telão ou em uma tela dividida, como se faz usualmente em coberturas do gênero, a CNN “materializou” a repórter ao vivo em pleno estúdio, por meio de um recurso holográfico. Blitzer celebrou a iniciativa como sendo inédita na história da televisão.
Obviamente a “interface humana”, nosso corpos, é a mais aceita e entendida entre nós, humanos.
Muito interessante assistir o avanço dos hologramas e imaginar como projeções holográficas mudarão o futuro das interações a distância, trazendo fisicamente pessoas, objetos e, possivelmente, ambientes reais ou fictícios.
Imaginando esse contexto de hologramas conjugado à transmissão de odores e características físicas e táteis a distância, recriando um ambiente por realidade virtual, ou até mesmo criando novos ambientes fantásticos, percebe-se que não existem fronteiras do que podemos criar iludindo os sentidos humanos.
Filosofando nesse sentido, notamos que não estamos assim tão longe da realidade virtual proposta pelo filme Matrix, o qual nos faz refletir sobre as fronteiras da “realidade”, pois, na verdade, toda realidade pode ser considerada virtual, levando em consideração que para considerar uma “realidade” será sempre necessário que exista o indivíduo que perceba essa realidade. Na ausência de alguêm que perceba, não existe esta realidade, este recorte do mundo “real”, então tudo não passa de uma interpretação ou descrição.
O futuro reserva a nós interações incríveis, cabe a nós usá-las para intenções que realmente agregem para nossa sociedade.







