Recebi de uma lista de discussão sobre Arquitetura da Informação, uma série de blogs que tratam do assunto, todos brasileiros.

Tem muita gente inteligente, interessante e dedicada trabalhando em nosso país, então vale muito a pena repassar:

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Parece que o pessoal do Google ouviu as preces de quem não aguenta mais nem ouvir falar de Internet Explorer e seus intermináveis problemas e ignorância quanto a padrões da web, sonhando com o esperado dia em que esse dinossauro seja extinto.

Telas do Google Chrome

Lançarão dia 03/09/2008 o Google Chrome ( Download versão Beta ).

O Firefox sempre deu uma esperança para quem achou que estava tudo acabado e na minha opinião é o melhor browser do mercado atual. Apesar da significativa participação do mercado que o Firefox atingiu no Brasil (34% segundo a Folha Informática), muitas produtoras continuam focando seus sites no Internet Explorer, ignorando irresponsávelmente importantes padrões de desenvolvimento e o funcionamento da página nos mais diversos browsers.

Hoje em dia existem serviços que possibilitam o teste de determinada página em vários browsers de forma fácil, como o Browser Shots, então não há desculpas para um site sair desconfigurado em determinado navegador. Há culpa sim, das empresas que desenvolvem browsers que não seguem os padrões. E muito, mas muuuito trabalho para os desenvolvedores em fazer uma página que se adapte perfeitamente a todos eles.

A Google promete que o browser Google Chrome rodará páginas e aplicações web de forma mais rápida e será multitarefa, enquanto outros browsers “travam” quando acontece um erro em uma de suas abas. Outra novidade será um suporte mais robusto a Javascript, que é um recurso importantíssimo para aplicações rodando nos navegadores.

Vamos esperar que o Google Chrome melhore essa deficiência do mercado de navegadores e ao menos tire boa fatia de poder das mãos de empresas que não focam suas soluções nas tarefas de quem realmente interessa: nós, os usuários.

Veja uma demonstração bacana do Google Chrome,
browser da Google que esperamos que venha para somar.

Words by the Google Chrome team,

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Teste de UsabilidadeRealizar testes de usabilidade é uma experiência única para quem desenvolve sites e wireframes. É impressionante o número de questões e erros de usabilidade que se encontra em uma interface na realização de testes com o público alvo de uma aplicação ou site.

Não importa a qualidade pesquisa você fez, análise heurística de toda concorrência, criação de personas, wireframes detalhados e bem especificados - a única forma de validar realmente uma interface será sempre testando com usuários reais e descompromissados com o desenvolvimento.

Uma coisa impressionante eu aprendi realizando testes - os usuários jamais lêem a interface por inteiro. Por mais que você se esforce para inserir padrões visuais priorizando determinada leitura, iconografia padronizada, texto visível por caixa alta ou negrito, o usuário tem um modelo mental e terá um comportamento que você jamais poderá prever durante o desenvolvimento.

Pego como exemplo uma interface que estou trabalhando e que realiza uma transação, com uma tela final de “confirmação do pedido”. Do lado esquerdo inserí o resumo da transação. Do lado direito inserí uma informação importante que informa: “Seu serviço será liberado 1 hora após a confirmação do pagamento”, com ícones visuais priorizando a leitura. Logo abaixo desse aviso, inserí alguns links internos do site, para o usuário poder mover-se daquela página para outros produtos e serviços.

No momento do desenvolvimento comigo mesmo: “Essa informação tem um padrão visual diferenciado, ícones visuais e uma boa visibilidade na página. O usuário só terá uma forma de ver aquela página: 1- Lerá o resumo da transação. 2- Lerá o aviso e 3- Continuará navegado pelos links disponibilizado. Não tem erro!”.

Ao realizar testes de usabilidade fiquei chocado com os resultados. NENHUM usuário leu a mensagem. Eles simplesmente leram o resumo da transação e já “pularam” para os links, ignorando por completo as informações tão relevantes e em destaque. O fato é que, segundo eles, leram o que acharam relevante e o que esperavam, que era o resumo da transação, e após isso não estavam mais dispostos a absorverem mais informação textual, e preferiram passar para algo mais simples, como os links.

Nesse caso os ajustes nessa interface foram mínimos - inserir toda a informação em uma só coluna, o que “obriga” o usuário a passar a vista sobre o aviso, além de colocar o aviso na primeira linha, pois todos estarão dispostos, após lerem o aviso, a acompanharem o resumo da transação, e a seguir partirem para os links e continuarem a navegar pelo site, caso desejem. É claro que isso é o que eu imagino, mas para poder SABER mesmo, efetivamente, terei que recrutar mais alguns usuários e observar a reação deles nessa página.

Além de ajustar o protótipo e deixar pronto para os próximos testes, aprendi na prática uma coisa que jamais esquecerei: o usuários não estão dispostos a ler. Devemos priorizar a informação e disponibilizá-la sempre da forma mais resumida e visual possível, e após fazermos isso - TESTAR, TESTAR e TESTAR. Só assim poderemos garantir uma boa usabilidade, sem achismos.

Sem dúvida nenhuma, realizar testes de usabilidade é fundamental para uma interface de sucesso e a única oportunidade de conhecer o comportamento dos usuários de uma interface, corrigindo possíveis problemas.

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