Observando o rápido aprendizado das crianças de hoje fico imaginando como será a internet do futuro e como ela tratará seus usuários…

Por mais vivência que nós, nascidos antes da década de 90, tenhamos com a tecnologia e com a interatividade, temos que admitir que não nascemos interagindo com computadores, então tivemos que aprender isso recentemente. Nossas possibilidades de interações sociais na infância eram quase sempre presenciais, de humano para humano. Quando essas interações eram virtuais, como em uma chamada telefônica, não existia uma intermediação de interfaces nem a “humanização” tão grande como existe hoje.

Existiam joguinhos como o Banco Imobiliário, War e Imagem & Ação que proporcionavam e ainda proporcionam grande interação, porém o presencial e o contato pessoal era a chave para a troca de informações. Não havia nada artificiando esse contato humano.

Hoje vivemos em uma realidade totalmente diferente, onde já existe toda uma geração nascida e criada interagindo com computadores, celulares e tecnologia de ponta. O uso da interface tornou-se quase obrigatório para todos. A espantosa facilidade das crianças de hoje em utilizar os computadores e a naturalidade com que elas fazem isso é algo novo para a sociedade. Desde cedo as crianças são extremamente motivadas intelectualmente e quem convive com crianças sabe muito bem que a capacidade cognitiva delas aumentou muito.

Veja esse vídeo onde uma criancinha muito nova modula com destreza um IPhone e ensina formas novas de interagir com o objeto os adultos:

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O processo de aprendizagem em crianças de até 5 anos de idade é simplesmente fantástico. Podem aprender uma língua nova praticamente como um passe de mágica, aprendem formular frases complexas sem dominar completamente a linguagem e com o uso de computadores não poderia ser diferente - aprendem quase instantaneamente a interagir, ignorando até mesmo idiomas desconhecidos. Fazem isso da mesma forma que tínhamos intimidade com o lápis, a borracha e o papel para desenhar uma casinha.Esse processo da evolução humano é irreversível. Parece que o ser humano está desenvolvendo uma inteligência potencializada, extrema capacidade de selecionar conteúdos relevantes e realizar tarefas complexas desde a tenra idade, tornando-se um mini-adulto prodígio e crescendo como um gênio-padrão, confiante em suas “próteses” de inteligência artificial facilmente acessíveis pela internet.

A facilidade de aprendizado na infância se dá pelo aprendizado súbito, conhecido pelos psicólogos modernos como “Imprint”. São processos de aprendizagem que ativam regiões primitivas da mente humana, que capta os estímulos exteriores e processa em velocidades incríveis, ignorando os bloqueios que criamos quando nos tornamos adultos.Toda essa intimidade com o meio interativo e rápida absorção aliadas com a crescente preocupação dos desenvolvedores com o desenvolvimento de interfaces fáceis de aprender, dispositivos móveis como internet acoplada e roupas, eletrodomésticos (e por que não implantes neurais?) tornarão o futuro mais usável, mais acessível e principalmente mais virtualizado, diminuindo as atuais barreiras entre o chamado “mundo virtual” do “mundo presencial”.

Acredito que não há escapatória, a presença virtual estará cada dia mais intensa e o que hoje é fantasiado por filmes como Matrix será assimilado e aceito sem grande comoção pelas novas gerações.Facilidade de uso somada a crescente facilidade de aprendizagem de nossas crianças transformarão nossa humanidade, só espero que essa transformação seja para melhor!

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Já se foi o tempo em que o webdesign era visto como arte pura, entregue ao primeiro sobrinho de plantão. Ser profissional é colocar o ser humano em primeiro lugar

O Design Centrado no Usuário (que atende pela sigla UCD, “User-Centered Design”) é uma filosofia que desloca o desenvolvedor do mundo das máquinas e dados, para centrá-lo em seu verdadeiro objetivo: o ser humano e sua interação com as interfaces. Esta nova forma de visualizar o projeto começa com o estudo do usuário: seus fatores cognitivos (percepção, memória, aprendizado e resolução de problemas), suas tarefas, objetivos e nível de experiência com a Web.

Um projeto de Portal Corporativo do Conhecimento focado em UCD reduz custos por aumentar a satisfação e a produtividade dos usuários, pois parte de suas necessidades e evolui conforme suas expectativas, necessidades e sugestões.

  • METAS

Perfil dos usuários

UCD procura respostas para questões relativas ao usuário, como: Quem são? Quais suas principais tarefas e objetivos? Qual nível de experiência com interfaces? Qual tipo de informação eles precisam? Como usarão a interface para agregar valor ao seu trabalho? Qual a melhor forma de apresentação da informação para atendê-los?

Visibilidade

Deve-se facilitar o acesso aos elementos de maior uso e importância, deixando-os visíveis e de fácil reconhecimento.

Memorização

Mantenha os principais elementos em posições padronizadas, visando reduzir o esforço de memória do usuário. Uma vez memorizada essa disposição, torna-se automática a convergência para esses elementos, que já são conhecidos do inconsciente. Disponha esses elementos com inteligência e evite mudar essa disposição.

Resposta às ações

Parece óbvio, mas vemos erros freqüentes nesse sentido. Quando um usuário executa uma ação, deve receber uma resposta imediata. Exemplo: ao clicar em um link, algo na tela deve mudar, sinalizando que o sistema registou sua ação.

Acessibilidade

Necessidade de encontrar e recuperar informações com agilidade e facilidade.

Os usuários tendem a procurar por informações de diversas formas: com elementos de navegação, busca, mapa do site etc. Ainda assim, não faça de seu portal uma “feira de opções”, deixando o usuário confuso. Organizar a informação de forma hierárquica pode ajudar seu uso.

Não se esqueça que muitos dos usuários não lêem as páginas, mas simplesmente entram no Portal para procurar informações específicas, portanto facilite essa busca.

Navegação/Orientação

Usuários não gostam de se sentirem perdidos, por isso existem práticas que tornam sua navegação mais orientada e dinâmica.

Links devem ter uma descrição simples e objetiva sobre o conteúdo de destino, para o qual o usuário será remetido.

As páginas devem conter uma indicação de onde o usuário está localizado, bem como facilidade para acessar toda estrutura do Portal. Não se esqueça que nem todos entram pela página principal, pois existem aqueles que acessam páginas internas diretamente (a partir de uma busca no Google, por exemplo). Pense neles.

Evite o abuso de frames e nunca se esqueça do botão “voltar”.

Satisfação

Um Portal deve ser agradável de usar e visualmente confortável. Essa percepção influencia a motivação para leitura e a confiança naquilo que está sendo lido.

Legibilidade

Fontes não-serifadas são naturalmente mais fáceis de ler na tela. Evite fontes itálicas, tamanhos exageradamente grandes ou pequenos de texto, blocos de texto muito longos, e pouco contraste entre texto e fundo.

Linguagem

Use frases curtas e de estrutura simples, evitando termos técnicos (a não ser para usuários que tenham o conhecimento e necessidade).

Design Gráfico

O projeto visual deve ser o aliado do usuário e não seguir apenas a motivação estética ou refletir somente as preferências de seu criador.

Ilustrações e animações devem informar - e não apenas decorar. Além de serem leves, para rápido download.

Páginas devem ser interessantes visualmente, porém simples e ordenadas. Os elementos visuais mais importantes devem ser destacados.

Cuidado com o uso de cores chamativas: seja discreto no uso de cores. As cores podem ser um atrativo para os usuários, porém seu mau uso pode prejudicar o Portal.

Utilize os espaços brancos como áreas de descanso para a vista do usuário.

  • PASSOS ESSENCIAS DE UM PROJETO COM UCD

Envolva os usuários desde o princípio

Você deve conhecer as particularidades de seus usuários e suas relações de interatividade com a interface que deseja propor. Para isso, torna-se fundamental o contato com essas pessoas, descobrindo seus processos mentais e expectativas, incluindo-os como parte integrante do desenvolvimento, ouvindo suas dicas, necessidades, analisando seu local de trabalho e suas tarefas.

Dê importância e cobre deles um feedback verbal, card-sorting, esboços etc. Todos os comentários devem ser considerados e aceitos como críticas construtivas a serem analisadas e implementadas - afinal são comentários das pessoas que usarão a interface.

Conheça seus usuários

Questione sobre o usuário e suas experiências com computadores, com a Web, seu ambiente de trabalho, as configurações de sua estação (memória/ processamento), softwares e browser usados.

Observe seu modo de aprendizado, sua linguagem e fluência ao falar, seu nível cultural, até que nível de treinamento ele é receptivo, qual conhecimento é considerado relevante e qual a sua expectativa com o Portal.

Se forem detectados tipos muito distintos de usuários, vale implementar login e senha para criação de perfis específicos, disponibilizando forma e conteúdo adequados às suas necessidades.

Analise suas tarefas e objetivos

Observe e interaja com os usuários (de preferência em seu espaço de trabalho), esclarecendo questões referentes ao seu dia-a-dia e como o Portal poderá ajudá-lo com conhecimentos que agregam valor e facilitam seu desenvolvimento pessoal, produtividade, agilizando sua rotina.

Estresse os testes de usabilidade

Testes de usabilidade são interativos e devem ser realizados antes e durante o desenvolvimento. Deve-se também recolher as opiniões durante o uso da interface, para implementar melhorias.

Estes testes podem ser realizados em laboratórios que simulam a situação real (configuração das estações e padrões de software e browsers). Eles são a única maneira de comprovar a usabilidade de seu Portal e corrigir possíveis erros.

Essa é a base do UCD – Design Centrado no usuário. Espero ter passado aqui minhas impressões sobre a importância dessa filosofia para que tenhamos cada vez mais Portais com Design e conhecimentos alinhados às necessidades e tarefas de seus usuários, aumentando a produtividade e a satisfação. Afinal esse é o principal objetivo de um Portal Corporativo de Conhecimento, não?

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Confira o passo-a-passo da Arquitetura da Informação e aprenda mais sobre diagramas de navegação, wireframes e usabilidade

O desenvolvimento de web sites, intranets e portais corporativos vem se tornando uma tarefa cada vez mais multidisciplinar. Em paralelo, as oportunidades no mercado, de certa forma, vem sumindo, frente a uma geração que nasce com as facilidades proporcionadas por softwares de fácil manejo, layouts prontos e um desconhecimento do mercado em relação ao valor de um trabalho funcional, que cumpra plenamente o resultado de comunicação.

A arte de projetar um site vai muito além de uma boa apresentação, um layout bonito e até mesmo sua velocidade ao carregar. Todos esses fatores são muito importantes, mas devem ser a seqüência de um trabalho anterior, que envolve a forma em que o conteúdo será apresentado e a facilidade com que as informações serão encontradas.

Como a função primordial da mídia online (e de todas outras) é informar, o trabalho de projetar o acesso a essas informações torna-se vital para um projeto de web site, seja ele internet ou principalmente uma intranet, que tem por natureza um grande número de informações e a necessidade de rápida recuperação, com forte demanda por produtividade.

A disciplina que trata essa questão chama-se Arquitetura da Informação (AI), já bastante conhecida dos usuários e desenvolvedores mais atentos às tendências do mercado. E deve ser a primeira tarefa na construção de um site.

DIAGRAMA: GUIANDO A NAVEGAÇÃO

Ao desenhar um diagrama de navegação, deve-se tomar o cuidado com o alinhamento com o conteúdo, perfil dos usuários e a proposta do site. Esse diagrama será o “guia” do fluxo de navegação (em formato de árvore ou fluxograma), onde o primeiro nível corresponde aos itens exibidos no menu principal. Esses itens (ou links) devem informar diretamente do que se trata o site e ao mesmo tempo guiar o usuário ao conteúdo desejado, sem exigir muitos cliques nem raciocínio elaborado de sua parte.

WIREFRAME: FUNCIONALIDADES

Após traçado esse diagrama de navegação, devemos dispor os itens de forma que o usuário sinta-se confortável em sua leitura, ao mesmo tempo em que tenha mobilidade para acessar outras seções e recuperar informações diversas em uma mesma interface. Para isso podemos utilizar um wireframe, que consiste em uma espécie de “esboço” do web site, com a preocupação funcional, ainda sem reter-se a questões estéticas.

USABILIDADE: TESTANDO A PROPOSTA

Com esse wireframe definido, iniciamos os testes de usabilidade, onde serão selecionados usuários, abrangendo desde o mais leigos até os mais familiarizados ao meio digital. Estes devem “estressar” a navegação do site com o intuito de encontrar problemas e propor soluções para minimizar os “gaps” de interface e as dificuldades para encontrar conteúdos específicos.

Essa foi apenas uma visão geral do tema Arquitetura da informação, propondo alguns passos primordiais para projetar um web site, que iremos focar com mais detalhes em novos artigos. Estes passos resolvem com antecedência questões de navegação e recuperação da informação, que podem tornar-se verdadeiros pesadelos, extremamente complicados de resolver, caso não sejam pensados minuciosamente na etapa anterior ao desenvolvimento, layout e programação.

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