TANQUES DA ALUMAR NÃO REPRESENTAM RISCO PARA POPULAÇÃO

O desastre ocorrido neste fim de semana, no município de Brumadinho em Minas Gerais, com o rompimento de mais uma barragem em depósito a Céu aberto de resíduos de minério de ferro pertencente à Vale, levantou um debate pelas redes sociais sobre os riscos a que estariam submetidos moradores de São Luís pela existência de estruturas de responsabilidade do Consórcio Alumar, para armazenagem do resíduo de bauxita.

O consórcio é formado, dentre outras empresas, pela Alcoa, uma das maiores fabricantes de alumínio do mundo. À época da construção da usina, nos anos 1990, houve um intenso debate em São Luís, liderado pelo poeta Nascimento de Moraes Filho, que criou o Comitê de Defesa da Ilha para cobrar rigor nas medidas de controle ambiental a fim de que o projeto não provocasse destruição da fauna e da flora, bem como das espécies marinhas.

As características, porém, são diferentes, pois se em Minas Gerais foram construídas barragens, em terrenos acidentados geograficamente, na capital maranhense houve construção de tanques, isto é, sem risco de haver rompimentos que possam causar estragos de grandes proporções no entorno desses depósitos.

Não bastasse a construção em área plana, os tanques construídos pelo Consórcio Alumar dispõem de três camadas – pvc, argila e areia – o que garante sua impermeabilidade. Outro procedimento adotado que diminui os riscos de acidente é o reaproveitamento do líquido despejado com o resíduo da bauxita, minério utilizado para produção de alumina, com a qual se produz o alumínio.

A água bombeada dos tanques é tratada e reutilizada no processo industrial, não sendo utilizada por outro tipo de consumo. Com a retirada do líquido, o resíduo vai se solidificando mais rápido e com o tempo não oferece riscos de deslocamentos como ocorre com as substâncias pastosas que se acumulam com a limpeza do ferro em Minas Gerais.

Caso houvesse alguma anormalidade, situação que a multinacional considera como quase improvável, poderia ocorrer vazamento do líquido para o lençol freático e atingir o mar, provocando danos ambientais sérios, porém sem ocorrência de devastação e colocação em risco de vidas humanas e de outros animais, até porque não há moradias nem propriedades nas proximidades.

Apesar da segurança, defensores do meio ambiente recomendam que as autoridades públicas acompanhem mais atentamente a operacionalização nesses de modo a evitar qualquer risco para a população.

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